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Uso de drones aliado à tecnologia oferece perspectiva de crescimento para o Agronegócio

O uso da tecnologia no agronegócio tem se expandido a cada ano. Por ser um segmento que tem como cultura realizar os procedimentos de forma manual, a conexão tecnológica de ponta a ponta oferece a oportunidade de automatizar inúmeras funções e, assim, produzir mais com menos custos.

Dentro dessas possibilidades, o uso de drones é uma das frentes ainda pouco exploradas em nosso país. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no início de 2021, dos 79 mil aparelhos registrados junto à Agência, apenas 1.492 estão cadastrados para o uso agrícola. Em um país que utiliza quase 66 milhões de hectares para a área agrícola, de acordo com a Embrapa, a agricultura brasileira se mostra como um segmento forte para o uso de drones.

Drones para evoluir processos no agronegócio

É de olho neste mercado que NCB atua. Criada em 2006, a empresa de São José dos Campos começou as atividades com foco na aviação agrícola, inicialmente voltada para a área química. Em 2013, a NCB passou a apostar no mercado de controle biológico e, por ser uma empresa de base tecnológica, o objetivo era desenvolver uma solução que desse agilidade na pulverização de grandes áreas.

Para isso, foi desenvolvida uma ampla gama de liberadores e deu-se início à utilização destes com os drones nas operações em campo. “Enxergamos uma possibilidade muito boa. O drone é automático e com 200ml é possível tratar 50 hectares, que equivalem a 500 mil metros quadrados. Então, pensamos: para que colocar em um avião agrícola? Fizemos a primeira versão da solução para os drones e começamos a exportar e a substituição dos aviões pelos drones foi acontecendo de forma natural”, relembra Fernando Nicodemos, CTO e fundador da NCB.

O uso de drones automatizou as missões, mas, ao mesmo tempo, criou a necessidade de conectividade e análise dos dados captados a cada missão. “A Muralis veio para nos ajudar a automatizar processos de maneira eficiente e oferecer manipulação dos dados de maneira automática, uma vez que o segmento do agronegócio ainda é muito manual”, comenta Fernando.

O ponto de partida foi criar um sistema no qual o usuário acessa por meio de um aplicativo e pode planejar e programar a operação do drone, integrada com a operação dos liberadores com os insumos biológicos. O rastreamento e controle das operações é realizado por GPS, o que garante exatidão na pulverização desses insumos. Esse é o controle biológico de precisão e um grande diferencial da NCB.

“Hoje, o usuário faz o planejamento da missão. Por exemplo, se a fazenda precisa de controle de pragas, é feita a programação da área, definida a rota de voo do drone por meio do nosso aplicativo. Assim, o celular é a central de controle, que conectado ao drone executa as operações de acordo com o planejamento”, conta Fernando.

Algoritmo para traçar rotas eficientes

Para isso, o time de desenvolvimento da Muralis criou um algoritmo especialmente para esse sistema baseado em artigos científicos existentes e adaptado aos requisitos. “Esse algoritmo foi desenvolvido e testado do zero. Ele tem como objetivo procurar o voo mais eficiente possível dentro de determinada área”, explica Rafael Takahashi, analista desenvolvedor da Muralis que atuou na linha de frente do projeto.

Em paralelo, as informações coletadas precisavam ser armazenadas e o projeto expandiu para a criação de um sistema em nuvem, para que as informações fossem salvas e com possibilidade de gerar relatórios e acesso em tempo real. “Ter essas informações em tempo real, com relatórios padronizados, ajuda na tomada de decisão antecipada, que é um grande diferencial para os nossos clientes”, comenta Fernando.

A segunda frente de atuação da Muralis é na gestão de projetos da NCB. “Evoluímos na integração das equipes de software e hardware da NCB com o time de software da Muralis. É importante essa troca entre as equipes porque faz com que o trabalho seja mais eficiente e integrado” comenta Luciano Carvalho, gerente de projetos da Muralis.

“Para nós da NCB, essa parceria com a Muralis será de longa data. Como somos uma empresa de base tecnológica, vamos desenvolver para o resto da vida. Já estou pensando no que vamos fazer daqui a dois, três anos. A inovação é o que mantém nossos produtos”, finaliza Fernando.