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Uso de drones aliado à tecnologia oferece perspectiva de crescimento para o Agronegócio

O uso da tecnologia no agronegócio tem se expandido a cada ano. Por ser um segmento que tem como cultura realizar os procedimentos de forma manual, a conexão tecnológica de ponta a ponta oferece a oportunidade de automatizar inúmeras funções e, assim, produzir mais com menos custos.

Dentro dessas possibilidades, o uso de drones é uma das frentes ainda pouco exploradas em nosso país. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no início de 2021, dos 79 mil aparelhos registrados junto à Agência, apenas 1.492 estão cadastrados para o uso agrícola. Em um país que utiliza quase 66 milhões de hectares para a área agrícola, de acordo com a Embrapa, a agricultura brasileira se mostra como um segmento forte para o uso de drones.

Drones para evoluir processos no agronegócio

É de olho neste mercado que NCB atua. Criada em 2006, a empresa de São José dos Campos começou as atividades com foco na aviação agrícola, inicialmente voltada para a área química. Em 2013, a NCB passou a apostar no mercado de controle biológico e, por ser uma empresa de base tecnológica, o objetivo era desenvolver uma solução que desse agilidade na pulverização de grandes áreas.

Para isso, foi desenvolvida uma ampla gama de liberadores e deu-se início à utilização destes com os drones nas operações em campo. “Enxergamos uma possibilidade muito boa. O drone é automático e com 200ml é possível tratar 50 hectares, que equivalem a 500 mil metros quadrados. Então, pensamos: para que colocar em um avião agrícola? Fizemos a primeira versão da solução para os drones e começamos a exportar e a substituição dos aviões pelos drones foi acontecendo de forma natural”, relembra Fernando Nicodemos, CTO e fundador da NCB.

O uso de drones automatizou as missões, mas, ao mesmo tempo, criou a necessidade de conectividade e análise dos dados captados a cada missão. “A Muralis veio para nos ajudar a automatizar processos de maneira eficiente e oferecer manipulação dos dados de maneira automática, uma vez que o segmento do agronegócio ainda é muito manual”, comenta Fernando.

O ponto de partida foi criar um sistema no qual o usuário acessa por meio de um aplicativo e pode planejar e programar a operação do drone, integrada com a operação dos liberadores com os insumos biológicos. O rastreamento e controle das operações é realizado por GPS, o que garante exatidão na pulverização desses insumos. Esse é o controle biológico de precisão e um grande diferencial da NCB.

“Hoje, o usuário faz o planejamento da missão. Por exemplo, se a fazenda precisa de controle de pragas, é feita a programação da área, definida a rota de voo do drone por meio do nosso aplicativo. Assim, o celular é a central de controle, que conectado ao drone executa as operações de acordo com o planejamento”, conta Fernando.

Algoritmo para traçar rotas eficientes

Para isso, o time de desenvolvimento da Muralis criou um algoritmo especialmente para esse sistema baseado em artigos científicos existentes e adaptado aos requisitos. “Esse algoritmo foi desenvolvido e testado do zero. Ele tem como objetivo procurar o voo mais eficiente possível dentro de determinada área”, explica Rafael Takahashi, analista desenvolvedor da Muralis que atuou na linha de frente do projeto.

Em paralelo, as informações coletadas precisavam ser armazenadas e o projeto expandiu para a criação de um sistema em nuvem, para que as informações fossem salvas e com possibilidade de gerar relatórios e acesso em tempo real. “Ter essas informações em tempo real, com relatórios padronizados, ajuda na tomada de decisão antecipada, que é um grande diferencial para os nossos clientes”, comenta Fernando.

A segunda frente de atuação da Muralis é na gestão de projetos da NCB. “Evoluímos na integração das equipes de software e hardware da NCB com o time de software da Muralis. É importante essa troca entre as equipes porque faz com que o trabalho seja mais eficiente e integrado” comenta Luciano Carvalho, gerente de projetos da Muralis.

“Para nós da NCB, essa parceria com a Muralis será de longa data. Como somos uma empresa de base tecnológica, vamos desenvolver para o resto da vida. Já estou pensando no que vamos fazer daqui a dois, três anos. A inovação é o que mantém nossos produtos”, finaliza Fernando.

Gestão acadêmica: transformando processos burocráticos em operações simples

O setor da educação é um dos que mais sofre com pandemia. A mudança brusca do ensino presencial para o online, sem preparo prévio de professores e alunos, é um dos grandes desafios enfrentados, que se tornou menos difícil a partir do uso da tecnologia.

Porém, os benefícios da tecnologia para os processos das instituições de ensino vão além das salas de aula. Os sistemas de gestão acadêmica são um exemplo. Por meio dessas plataformas, as instituições conseguem transformar processos antes burocráticos em operações simples, envolvendo trâmites cotidianos como criação de histórico, armazenamento, coleta e cruzamento de dados, emissão de certificados e controle de custos. Os benefícios para as instituições vão além da proposta do conhecimento.

Refatoração de sistemas acadêmicos

Muitos desses sistemas foram desenvolvidos pelas próprias entidades. Com times próprios de TI, o esforço era voltado para desenvolver algo personalizado usando a tecnologia disponível à época com pouca estratégia.
“A maioria das instituições enfrenta o mesmo problema: um sistema construído sem um projeto e times pequenos, que muitas vezes não contam com especialistas em determinada área”, comenta Ana Maria Mota, gerente de tecnologia da informação, que atua no setor de Ensino Superior.

Entre 2018 e 2019, Ana atuava no Centro Universitário Braz Cubas e era gerente de TI da instituição. Com a necessidade de atualizar sua plataforma acadêmica, a Universidade firmou uma parceria com a Muralis. “Foi um desafio etanto porque precisamos mexer no avião com ele em pleno voo, não tínhamos tempo de começar do zero. O sistema ficou no ar o tempo todo em que trabalhamos nele”, relembra Ana.

Na época, a Braz Cubas contava com uma comunidade acadêmica de mais de 15 mil pessoas, entre alunos, professores e colaboradores. “O uso do sistema era constante. Os alunos consultavam boletos, notas, faltas, grades de aulas. Os professores subiam as atividades diariamente. Não tinha como ficar fora do ar”, conta Ana.

“Nosso objetivo era revitalizar o sistema acadêmico, melhorar a experiência do usuário e também as rotinas internas. E nosso maior desafio foi desenvolver o trabalho com o sistema em uso, com cuidado para que as transições acontecessem com o mínimo de atrito”, comenta Naresh Trivedi, sócio fundador da Muralis.

Etapas de execução

O escopo do trabalho foi definido em várias frentes. Na área financeira, o projeto alterou a estrutura de cálculos e descontos nas mensalidades e integrou o sistema de notas fiscais com o da Prefeitura. As rotinas de matrícula também foram evoluídas e foi feita toda a refatoração do processo seletivo, bem como a adequação dos processos de registro e emissão de diplomas e a integração para atualização de dados pessoais.

“Atuamos em todas essas frentes e trouxemos uma camada a mais de segurança para o sistema, por conta dos dados sensíveis”, comenta Naresh. “Quando um sistema é construído dentro de casa, essa parte de segurança fica vulnerável. Para melhorar isso, trabalhamos na qualidade do código e deixamos o banco de dados com poucos acessos”, complementa Ana.

Imersão no negócio: uma proposta de parceria

O desenvolvimento de todas as etapas durou cerca de um ano. “Tivemos uma troca muito boa na Braz Cubas. A imersão no negócio é um ponto fundamental para podermos aprender mais e entender como a equipe vinha trabalhando. Quando nos acostumamos à forma como as coisas funcionam, fica difícil ter uma visão diferente daquilo. Nesse momento, a troca com outros profissionais é importante, para abrir o campo das oportunidades”, comenta Naresh.

“A relação que tivemos com a Muralis foi de parceria mesmo.Ter profissionais trabalhando junto à equipe passa a sensação de confiança, de que o trabalho será feito em conjunto e que não há competição, não há boicote interno”, finaliza Ana.

Conheça mais sobre as soluções da Muralis para gestão e aprendizado em nosso site.

Arquitetura de sistemas como estratégia técnica e de negócios para crescer

Empresas que têm como base a tecnologia precisam estar atualizadas para se manter competitivas no mercado e expandir seus negócios.

A pandemia fez com que o volume de usuários aumentasse de forma abrupta nos canais de atendimento e produtos digitais.

No setor financeiro, por exemplo, logo nos primeiros meses de pandemia, os canais digitais corresponderam a 74% das transações bancárias realizadas naquele período, de acordo pesquisa da Febraban.

Já para o comércio online, cerca de 7,3 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra online durante o primeiro semestre de 2020, um crescimento de 47%, conforme estudo da Ebit/Nielsen.

Nesse contexto, o time de TI passa a ter papel fundamental no planejamento estratégico das empresas. A concepção de Arquitetura de Sistemas aparece como uma atividade que não deve ser vista apenas como uma ação de TI, mas como um projeto integrado de planejamento gerencial, oferecendo como resultado um olhar sistêmico e planejado, fundamental para o crescimento do negócio.

Por meio da Arquitetura de Sistemas, é possível identificar o atual momento da empresa, em termos de processos, pessoas, dados e tecnologia, e definir o roadmap com o caminho necessário para colocar a estratégia em prática. Assim, é possível implementar soluções de forma integrada, sustentável e assertiva.

Foi essa a percepção de Victor Augusto Martins, gerente de TI da RB, empresa que atua com a gestão de benefícios. “Quando tomamos a decisão de escalar a operação de TI entendemos que seria necessário evoluir a arquitetura do nosso sistema”, conta.

Novas tecnologias com resultados positivos

A RB tem mais de 20 anos no mercado e teve seu primeiro sistema desenvolvido em 2010.

“Estamos em uma fase em que precisamos ganhar maturidade tecnológica. Para crescer, é fundamental termos processos de desenvolvimento mais ajustados”, comenta Vitor. Então foi neste momento que nasceu a parceria com a Muralis.

“Como a RB conta com um time de TI, integramos a equipe Muralis a deles e isso foi muito importante. Enquanto o time da RB conhecia muito do negócio, que conta com pontos sensíveis com valores financeiros, que não podem ter falhas, a Muralis auxiliou a implantar uma nova tecnologia”, conta Everton Silva, analista desenvolvedor da Muralis.

Passada a fase de implantação, os resultados positivos começaram a aparecer. O sistema, que registrava cerca de 1200 solicitações de ajuda diárias, caiu para 230 chamados, e ainda foi observado um ganho de produtividade conforme relato do Victor. “Identificamos uma redução de 20% a 30% no tempo de desenvolvimento das novas funcionalidades no sistema. Isso é um indicador de evolução e maturidade”.

Neste momento, o objetivo principal é aumentar a qualidade através de processos de automatização de testes e integração contínua. “Tirando proveito do know-how da Muralis, uma analista de qualidade foi alocada para estabelecer um processo de qualidade de software no processo de desenvolvimento o que irá garantir entregas com maior qualidade e mais assertivas”, finaliza Naresh Trivedi, sócio fundador da Muralis.

Um sistema com arquitetura robusta pode ser a solução para que seu negócio cresça e ganhe escalabilidade. Se você atua em uma empresa com base tecnológica e quer melhorar os seus resultados, entre em contato conosco e conheça mais sobre nossos serviços.

Indústria 4.0: como inserir minha empresa nesse cenário?

Uma pesquisa inédita realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que 21,8% das indústrias brasileiras projetam ter o processo produtivo totalmente digitalizado nos próximos 10 anos.

Um dos caminhos para as empresas entrarem na i4.0 – um conceito definido pelo alemão Klaus Schwab, que faz referência à revolução provocada pelo uso combinado de tecnologias emergentes como Inteligência Artificial, Processamento em Nuvem, Realidade Virtual e Aumentada, Integração de Sistemas, entre outros – é tornar os processos mais eficientes por meio da tecnologia. A Compass Minerals deu início à automatização de seu sistema de Capex (Capital Expenditure) em 2020. O projeto foi realizado durante todo o ano para que, em 2021, a empresa pudesse realizar esse processo de forma mais produtiva e integrada.

“Todo ano, a empresa determina o valor que será orçado para ser investido no ano seguinte. Nós temos de monitorar esse orçamento, controlar os investimentos e passar pelo processo de aprovação”, explica Rosana de Faria Pupo Mercias, especialista administrativa da Compass Minerals, uma empresa líder na produção de minerais, com unidades no Brasil, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido.

Solução customizada

O projeto GCapex foi desenvolvido pela Muralis a partir da necessidade de melhorar o fluxo das informações e de automatizar o processo. “Precisamos migrar todas as ordens de investimentos por meio de um processo customizado para a realidade da Compass Minerals, garantindo integridade e confiabilidade dos dados”, explica José Roberto Simões Sérgio, analista desenvolvedor da Muralis.

Um dos desafios foi a migração de dados entre os sistemas. “O sistema utilizado pela empresa anteriormente restringia a forma de visualização da ordem de investimento. Foi preciso migrá-las através de script de bancos de dados e trazê-las para a estrutura nova”, comenta.

Para tornar o sistema mais intuitivo e de fácil acessibilidade para os funcionários da Compass Minerals, o time Muralis criou atalhos de acesso dentro de cada portifólio onde podem ser acessados todos os dados de investimentos de determinada unidade. Com apenas um clique, o usuário solicita aditivo para o orçamento, por exemplo. Há também a possibilidade de acompanhar todo andamento do processo acessando o histórico das operações e aprovações.

“O sistema desenvolvido pela Muralis automatizou todo processo de Capex, desde a abertura do orçamento até a aprovação final para abrir a ordem de investimento. Isso facilitou muito nosso trabalho e otimizou o tempo levado em cada atividade, sem contar a praticidade de ter o sistema todo integrado”, conta Rosana.

A tecnologia pode ser uma grande aliada para otimizar processos nas empresas, permitir que as equipes sejam mais produtivas e que o serviço prestado apresente maior qualidade.

Se você precisa otimizar processos dentro da sua empresa, mas não sabe muito bem por onde começar, entre em contato conosco. Os projetos executados pela Muralis são personalizados a partir da necessidade de cada negócio.

CCT: O que você precisa saber sobre o novo sistema de controle de cargas da Receita Federal

As importações e exportações movimentam bilhões de dólares anualmente em todo o mundo. Para o ano de 2021, o Banco Central (BC) estima um saldo de US$ 53,35 bilhões para o comércio exterior brasileiro, de acordo com o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo BC.

Dentre as modalidades mais utilizadas, o transporte de cargas aéreo é a segunda mais utilizada no mundo, sendo responsável por 35% do comércio mundial, perdendo apenas para a marítima, de acordo com dados da Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA).

Trazendo para o cenário nacional, as transações de importação em cargas aéreas movimentaram $50 bilhões, segundo dados da DW Aduaneiro um extrator de dados da base Siscomex.

Toda a carga que entra em nosso país é registrada em um sistema chamado Mantra, utilizado pela Receita Federal. Porém, esse sistema será substituído por uma nova ferramenta, chamada CCT, um sistema informatizado que permitirá a interação entre transportadores, agentes de carga e aduaneiras, no portal do Siscomex.

O que é o CCT

O sistema de Controle de Carga e Trânsito (CCT) será a nova ferramenta utilizada pela Receita Federal para cadastro das cargas aéreas, substituindo o atual sistema chamado Mantra. O CCT será um dos pilares do controle aduaneiro, com objetivo de melhorar a segurança, diminuir a burocracia e tornar os processos mais eficazes. “Com o CCT, haverá um controle mais rígido das informações, além da possibilidade de cruzá-las com mais eficiência. Isso dá mais segurança para quem operar o sistema”, comenta Fabiana Melo, analista e desenvolvedora da Muralis.

O que muda com o CCT?

A principal mudança desse novo sistema é a forma de acesso das empresas e agentes de carga. Diferentemente do Mantra, que dava total acesso às empresas e aos agentes de carga, o CCT disponibilizará apenas alguns serviços. “Hoje, os agentes de cargas e empresas aéreas acessam o Mantra via certificado digital ou por CPF e senha, e conseguem cadastrar todas as informações. O CCT não irá disponibilizar esse acesso. Dessa forma, as companhias aéreas e os agentes de carga vão precisar de um sistema que acesse esses serviços e transmita os arquivos para a Receita Federal”, explica Fabiana.

O que preciso fazer para me adequar ao CCT?

Com poucas funcionalidades liberadas de forma geral, empresas e agentes de cargas precisarão utilizar um sistema integrado ao CCT. A One System, companhia que atua com serviços de suporte às operações de carga de empresas de transporte aéreo no Brasil, está em fase final de testes de sua ferramenta One Cargo System, desenvolvida pela Muralis.

O sistema possibilita que a companhia aérea ou o colaborador da One System registre o manifesto de voo, os conhecimentos de carga individuais (AWB) e os conhecimentos de carga master (MAWB).

“Essas informações, por parte da companhia aérea e do agente de carga são transmitidas para a Receita Federal através de arquivos XML que seguem o padrão internacional determinado pela IATA que é a Associação Internacional de Transporte Aéreo”, comenta Fabiana que está à frente do projeto One Cargo System.

Além da transmissão, o sistema também disponibiliza uma consulta que indica se a Receita Federal conseguiu processar corretamente os arquivos enviados pela empresa.

“Importante ressaltar que ao declarar informações incorretas ou não declarar cargas, as empresas e agentes de cargas estão passíveis de multa aplicada pela Receita Federal”, complementa Fabiana.

Quer saber mais? Conheça essa e outras soluções da Muralis para Comércio Exterior.

De que forma os sistemas de informação passam ser cruciais para campanhas de vacinação contra a COVID-19

Com a iminência da disponibilização de vacinas para a COVID-19, teremos a mais abrangente e complexa campanha de vacinação já vista no mundo. Desta maneira, governos e instituições de saúde passam a ter um desafio de planejar com segurança todos os aspectos que uma operação dessa magnitude requer.

Dentre as diversas ações necessárias, o planejamento logístico é um dos principais aspectos a serem considerados para uma campanha de vacinação eficiente. Neste contexto, os Sistemas de Informação (SI), desenvolvidos com tecnologias tais como georreferenciamento, aplicativos móveis, dashboards, relatórios e inteligência artificial, podem ser cruciais para o sucesso efetivo da campanha de vacinação. Pois com os SIs é possível definir o processo de distribuição de vacinas, identificar falhas, apresentar alternativas, entender como está ocorrendo a campanha e até identificar efeitos adversos nas populações.

Logo, é imprescindível que as instituições de saúde e governos consigam:

  • Identificar locais de armazenamento e distribuição da vacina, pois as que estão em fase mais avançada para uso demandam armazenamento a frio, sendo que a vacina da Pfizer e BioNTech, que começou ser ministrada hoje no Reino Unido, demanda um armazenamento a -70 graus Celsius. Ainda se faz necessário mapear características como vias de acesso para veículos que irão transportar as vacinas, acessibilidade para populações vulneráveis, distância até às instalações de produção da vacina, tráfego e capacidade de armazenamento, serão determinantes para um planejamento adequado para armazenamento e distribuição da vacina.
  • Identificar grupos de risco, uma vez que se sabe que não são todas as pessoas que poderão ser vacinadas e não haverá doses suficientes da vacina disponíveis. Assim, a definição dos grupos de risco como, profissionais de saúde, profissionais de atividades essenciais, pessoas com idade igual ou superior a 65 anos e sejam os primeiros a serem imunizados.
  • Observar falhas no acesso e distribuição das vacinas de forma rápida, assim depois do mapeamento e identificação dos possíveis locais de distribuição e armazenamento, e a concentração da população que faz parte do grupo de risco, será possível identificar “gargalos” na distribuição da vacina a grupos prioritários e possibilitar tomadas de decisão para uma rápida resolução do problema.
  • Desenvolver um sistema de controle de vacinas passa ser essencial, já que as vacinas que estão em fase mais avançada de desenvolvimento e apresentam resultados mais significativos demandam que duas doses sejam ministradas para um resultado efetivo. Desta maneira, será necessário um controle rígido para identificar as pessoas que não receberam ou que tiveram ministradas uma ou duas doses. Este sistema também deverá controlar a dose de qual vacina uma pessoa tomou, uma vez que governos poderão trabalhar com diferentes vacinas, tornando-se importante monitorar o momento em que uma dose foi ministrada e quando a próxima dose deverá ser recebida. A capacidade de fornecimento deverá ser conhecida e a mesma deverá ser informada por região. Indicadores sobre a quantidade de pessoas já vacinadas, efeitos colaterais, além de ocorrências no fornecimento, são essenciais para uma gestão eficiente da campanha.
  • Acesso e compartilhamento de informações por diferentes governos, institutos de saúde e população precisam ter acesso às informações. Desta maneira, sistemas de informação que sejam acessíveis em diferentes plataformas passam a ser fundamentais.

Estes aspectos precisam ser considerados no planejamento das campanhas de vacinação, agora em dezembro na Europa (Reino Unido e Rússia) e possivelmente em janeiro no Brasil. Considerando o impacto mundial da pandemia da COVID-19 é esperado que transparência e responsabilidade sejam os principais fatores de atenção.

Muralis Tecnologia

Power BI: quais as vantagens de usar essa ferramenta?

Um estudo feito pelo International Data Corporation (IDC) mostra que a produção de dados dobra a cada dois anos. Não à toa, os dados são o “novo petróleo”. Por meio dessas informações é possível mapear comportamentos e prever tendências, por exemplo. Mas o que fazer diante desse oceano de informações?

Muitas empresas até coletam dados, mas sem o manuseio correto não é possível estabelecer metas ou ter insights para melhorar o desempenho e traçar estratégias é neste contexto que o BI se apresenta como uma ferramenta valiosa.

Bussiness Intelligence como aliado nesta jornada

O Business Intelligence, ou BI, é uma tecnologia que tem se tornado indispensável quando falamos em coleta, organização e análise de dados, o que possibilita que diretores gestores usem a inteligência de dados para tomar decisões estratégicas e assertivas.

Uma das formas de implementar essa solução ao seu negócio é por meio do Power BI, uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft em 2015, que trabalha com grandes quantidades de dados vindos de diversas fontes e os transforma em gráficos que podem ser extraídos em tempo real.

Com interface intuitiva, o Power BI pode ser manuseado por usuários não técnicos. A plataforma permite que cada usuário monte painéis pessoais personalizados, reunindo informações de diferentes fontes, graças à grande integração do sistema com diferentes plataformas.

“Com o Power BI é possível percebermos o comportamento do usuário ou cliente, isso por meio da análise de dados coletados ao longo do período. Um exemplo que temos é a Compass Minerals, que passou a usar a tecnologia e conta agora com controle efetivo dos seus investimentos, eficiência na criação dos relatórios, governança, desempenho e escalabilidade”, afirma Rodrigo Rocha, sócio da Muralis.

Vamos agora conhecer algumas vantagens dessa ferramenta.

Formas de acesso

Power BI Desktop: Essa é a alternativa mais popular e recomendada, apesar de não estar disponível para usuários macOS. Uma das vantagens em se usar o Power Bi no desktop é a possibilidade de incorporar mais ferramentas ao dashboard.

Aplicativo móvel do Power BI: Está disponível para celulares ou tablets com os sistemas Apple iOS e Google Android. A maior vantagem dessa modalidade é ter acesso aos dados atualizados em tempo real, ao alcance de suas mãos.

Integração com diferentes soluções

Com o Power BI é possível reunir e integrar dados de inúmeras fontes, como por exemplo Excel, Google Analytics, Mailchimp, Oracle, SQL Service, IBM DB2, Postgre SQL, páginas da internet e muitos outros. As informações são coletadas de forma automática e com poucos cliques é possível limpar e combinar os dados de forma distinta. “A integração é um ponto muito positivo. Ter uma ferramenta que consiga ler diferentes dados e organizá-los de maneira inteligente, independente da fonte, é um grande ganho para as empresas”, comenta o diretor da Muralis.

Relatórios personalizados: insights para o seu negócio

Por meio da integração com diferentes soluções, é possível criar relatórios mais completos e reunir em uma mesma planilha dados financeiros, de produção, desempenho de funcionários, pontuações de satisfação do cliente e indicadores de marketing, por exemplo. Todas essas informações ajudam na hora de tomar decisões estratégicas e assertivas.

Segurança no acesso às informações

Para garantir a segurança das informações, o Power Bi utiliza o recurso Segurança em Nível de Linha (Row Level Security). Isso permite a definição de filtros que irão liberar ou não o acesso a determinados dados.

Dessa forma, o acesso a base de dados é restrito e os dados originais são protegidos, evitando alterações indevidas.

Baixo custo de implementação

Entre as plataformas de Business Intelligence, o Power BI é a que oferece o melhor custo benefício. O Power BI é licenciado por meio de uma assinatura mensal que dá acesso a utilizar uma infinidade de recursos disponibilizados pela plataforma. “Em comparação com as demais ferramentas de mercado, o valor do Power BI é muito acessível”, finaliza Rodrigo Rocha Silva.

O Power Bi também oferece uma versão gratuita, com acesso limitado às funcionalidades.

Quer saber mais? Conheça as soluções que a Muralis pode oferecer para tornar a sua empresa ainda mais eficiente.

LGPD: O que eu preciso saber sobre a Lei Geral de Proteção de Dados?

De acordo com o Instituto Gartner, cerca de 2,2 milhões de terabytes de novos dados são gerados todos os dias.

Esses dados vêm de fontes diversas, como redes sociais, aplicativos e sites. Após visualizar a declaração de “Termos e uso”, clicar no “Aceito” para seguir para a próxima etapa é praticamente instintivo.

Há que se ter muita responsabilidade ao gerir os dados disponibilizados na rede, e é sobre isso que a Lei geral de Proteção de Dados trata.

Vazamento de dados pelo mundo

O serviço de análise genética MyHeritage, em junho de 2018, declarou que endereços de e-mail e informações de senhas vinculadas a contas de mais de 92 milhões de usuários foram expostas, tudo isso porque a empresa descobriu que um de seus arquivos em um servidor privado foi violado.

Em outubro do mesmo ano o Google anunciava o encerramento da rede social Google+ depois da descoberta de um vazamento que comprometeu dados de 500 mil usuários. O processo de desligamento levaria 10 meses, mas antes de conseguir inativar sua rede social, o Google teve um novo problema, pois dois meses depois a empresa identificou uma nova falha na rede social que expôs dados de 52,5 milhões de usuários.

Entre os dados expostos estão nomes, endereços de e-mail, emprego e idade dos usuários. Tais dados ficaram expostos a desenvolvedores por um erro do sistema do Google+, mesmo nos casos onde as contas eram configuradas como privadas. Com isso, o Google decidiu antecipar o fechamento para abril de 2019.

LGPD – A lei que protege nossos dados pessoais

Desde 18 de setembro de 2020, já está em vigor a LGPD (Lei 13.709/2018). Essa legislação nasce com o objetivo de dar ao titular de dados o que lhe é de direito: controle sobre seus dados pessoais.

Para isso, a LGPD prevê o modo como as pessoas jurídicas, de direito privado e público, devem tratar os dados das pessoas. A expressão “tratar dados” significa, em termos gerais, a maneira como as empresas irão coletar, armazenar e descartar os dados pessoais conforme a finalidade pretendida.

Quais dados são definidos como pessoais?

Dado pessoal é aquela informação que permite uma pessoa ser identificada ou identificável, como, por exemplo, nome ou apelido, endereço, número de documentos, dados de localização (GPS), IP, histórico de navegação na internet.

A LGPD também leva tratamento especial a determinados tipos de dados, considerados como “sensíveis”, como, por exemplo, origem racial ou étnica, filiação partidária, orientação religiosas, informações genéticas e de biometria ou de orientação sexual.

Qual o impacto para as empresas?

Toda empresa que realiza operações de tratamento de dados tem obrigação de se adaptar às exigências da LGPD. Isso vale para as empresas de pequenas, médias e grande porte.

Assim, as empresas, dentre outras obrigações, deverão solicitar autorização expressa do cidadão – o titular dos dados – para que eles possam ser usados. O pedido de autorização deve ser claro, conter o propósito da coleta da informação, período de utilização e como a autorização pode ser revogada. Tudo isso de forma clara e transparente para o usuário.

Em alguns casos, as empresas são obrigadas a buscar orientações de um profissional intitulado “Encarregado de Proteção de Dados” (Data Protection Officer – DPO em inglês) para a implementação das práticas exigidas por lei. É esse profissional quem vai certificar todas as práticas adotadas pela empresa, bem como fazer a intermediação tanto com o titular de dados quanto com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A partir dessas informações, a ANPD irá fiscalizar e punir os casos de descumprimento da lei.

Como preparar minha empresa?

O primeiro passo é fazer um mapeamento da documentação de dados já coletados e classificar essas informações.

Verifique se as informações estão armazenadas de maneira segura, se foram coletadas de maneira transparente e com consentimento e para qual finalidade.

A segurança da informação passa a ter um papel fundamental e as empresas que não quiserem ser autuadas e pagarem multas em virtude da lei, terão que investir nesta área e implementar sistemas de compliance efetivos, pois passam a ser responsáveis por protegerem os dados pessoais dos titulares e adotar boas práticas.